Nômade

Nômade

Dito, fora ao vento
Salmos, hinos, a ecoar
Divagando, indo saudar o tempo
Na roda da vida, pra depois voltar

O que caminhava aqui e acolá
Ansiando, aprendendo, convivendo
Acumulando, assimilando experiências
Pra lhe trazer, pra lhe mostrar

Com os hidus cultuou Shiva
Com os yorubas, cantou pra Olorun
No japão, incensou para Buda
Nas leituras, dos livros, maçons

Entardecer, dos quatro cantos contemplou
A fonte de brotar da vida, a olhar
Nos céus, nuvens brancas, que tocou
Viu que ausente deveria ficar

Nômade, de cajado e sandália
Que caminhou no destino do sol
Experimentando toda iguaria
Voltou para o seio maior

Aspirando alma tardia
Que tardia em si não pode tonar
Por ser tão auto de onde estava agora
Do alto dos passos, do que era imaginário

A métrica da confusão
Dos sentidos tapados enfurnados na solidez
Do austero busto em mármore forjado
Rico, e pobre de amor e rigidez

Sutil linhas dúbias, todas
Aos intelectos são tão banais
Aos corações dialeto secreto
Inteligível por eles, e nada mais

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